sábado, 3 de setembro de 2011

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
                 CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
LICENCIATURA INTERCULTURAL INDÍGENA DO SUL DA MATA ATLÂNTICA




                  Profº Ricardo Cid Fernandes e Paola Gibram




                   ASSUNTO: POVO KAYAPÓ



                  ACADÊMICOS: Benjamin Crespo, Derli Bento, Claudemir Pinheiro
                 Solange Emilio
               




                                       Florianópolis. Agosto de 2011
KAYAPÓ:
Outros : kaiapó, Caiapó, Gorotire, Al’grekikretum, makragnotire, kuben-kran-ken, kokraimoro, metuktire, xikrin, kararaô.
ONDE ESTÃO: MT, PA
POPULAÇÃO: 8.638 (FUNASA, 2010)
FAMÍLIA LINGUISTICAS: JÊ
INTRODUÇÃO: Os kayapó vivem em aldeias despersas ao longo do curso superior dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes do caldoloso do rio Xingu, desenhando no Brasil Central um território quase tão grande como a Áustria, praticamente em coberto pela floresta equatorial, com exceção da porção oriental, preenchidas por algumas áreas de cerrados. Sua cosmológica vida ritualística e organização social são extremamente ricas e complexas: assim, como são intensas e ambivalentes , as relações com sociedade nacional e com ambientalista do mundo todo.

NOME: O termo kayapó foi utilizada pela primeira vez no início do século XIX. Os próprios não se deseguinam por esse termo, lançados por grupos visinhos para nomeá-los e que significa “aqueles que se assemelham aos macacos ’’, o que se deve a um ritual em que os homens kayapó, aparamentados, com máscaras de macacos executam danças curtas.

LÍNGUA : A língua falada pelos kayapó pertença a família lingüística jê, do tronco jê. Existem diferenças dialetais entre os grupos decorrentes das cisões que originaram tais grupos. Os kayapó para quem a oratória é uma prática social valorizada, se definem como “aqueles que falam bem”, “bonito” (kaben mei), em oposição a todos os grupos que não falam a língua.
LOCALIZAÇÃO: O território kayapó está situado sobre o Brasil Central, á aproximadamente 300 ou 400 metros acima do nível do mar. Trata-se de uma região preenchidas por vales.

POPULAÇÃO: É difícil dizer com precisão quantos índios kayapó vivem nesse território imenso. Além das 19 comunidades que travam contato de com sociedade não indígenas, sabe-se de 3 ou 4 grupos pequenos isolado cuja população é extimada entre 30 á100 pessoas, com a qual nem os kayapó travam contatos diretos. Tradicionalmente, a economia dos é baseada na caça, e na prática da coivara. A sociedade conhece uma repartição de tarefas baseada no sexo.
ATIVIDADE FEMININA: São especialmente as mulheres que produzem a quantidade necessária de alimentos calóricos. As roças são cultivadas em raio médio de 4 a 6 km da aldeia, são geridos por elas. Cada família possui sua própria roça, onde se cultiva , sobre tudo batata-doce, cana-de-açucar,milho,banana e mandioca, extremamente ricas em calorias. Algumas frutas típicas, o algodão, e o tabaco também integram o cultivo. Os kayapó, são exigentes na escolha de terras potencialmente férteis: o Oasis  ideal é uma porção de floresta com uma vegetação não muito densa , não longe de um rio e situado no pé-de-colinas.

ATIVIDADE MASCULINA: Os homens têm a dura tarefa de cortar as árvores pra abertura das roças. As árvores são derrubadas no início da estação seca(maio) e permanecem lá por alguns meses, até a aproximidade da estação chuvosa. A vida dos homens kayapó é caracterizada por uma mobilidade excepcional. As maiores partes da atividade dos homens se fazem do lado de fora da casa: a caça, a pesca, as caminhadas, a fabricação de objetos e ferramentas ou simplesmente a conversa na casa dos homens.

ORGANIZAÇÃO SOCIAL : As aldeias kayapó tradicionais são composta por um circulo de casa construídas em torno de uma grande praça descampada. No meio da aldeia,há a casa dos homens onde as associações políticas masculinas se reúnem cotidianamente, esse centro é um lugar simbólico, origem e coração da organização social e ritual dos kayapó, celebre por sua complexidade. Nota-se que esta estrutura espacial é simbólica e pode ser reencontrada entre os outros grupos jê.

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA : Na sociedade kayapó, não a um chefe que administre toda aldeia. Cada associação possui um ou dois chefes, que exercem jures, seção pelo seu grupo e não é simples tornar-se um chefe. Um chefe potencial deve, durante muitos anos, seguir o ensinamento de um chefe mais experiente. Este instrui aproximadamente quatro jovens, não apenas seus descendentes diretos(filhos ou netos), situação privilegiada, mas também pessoas não aparentadas, tal ensinamento ocorre durante a noite, na casa do chefe veterano.
COSMOLOGIA E RITUAL: A aldeia é o centro do universo kayapó, o espaço mais socializado. A floresta circundante é considerada como espaço ante-social, onde os homens podem se transformar em animais ou em espíritos, adoecer sem razão ou mesmo matar seus parentes; habitam-se la seres meio-animais, meio-gente. Quanto mais longe da aldeia, mais anti-social se torna a floresta e os mais perigosos são associados a ela. Os rituais kayapó são numerosos e diversos, mas sua importância e duração variam fortemente. Na maior parte das seqüências dos rituais ocorre na praça central da aldeia.

NOMINAÇÃO: Os kayapó distinguem duas categorias de nomes de pessoas: os nomes “comuns” e os nomes “belos” ou “grandes”. As fontes que inspiram os nomes comuns são múltiplos, podendo remeter a um elemento do ambiente, a uma parte do corpo, ou uma experiência pessoal etc. Os nomes belos tem duas partes: um prefixo cerimonial e um sufixo, cada qual, correspondendo a uma categoria cerimonial.





FONTE: WWW.isa.org.br, kayapoinfo.wikispaces.com

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