sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

VERSOS DE UM ÍNDIO

Nas rimas mal falquejadas
Deste meu verso bagual
São como os cochos de sal
Que reúne o gado de tarde
É como o mormaço que arde
No lombo do índio de estância
Meu verso sem arrogância
É humilde sem ser covarde.


O índio BENTO do passado,
Do presente e do futuro,
Que vivia tateando no escuro,
Hoje não existe mais
Agarrei o preço de meus pais
Porque barato não era,
Minha casa não é tapera
Como dizia uns de mais.
Trago no lombo as vidas
Que o passado me deixou
Quando guri me perguntava
Seria como meu avô
Hoje, penso que não era
Do jeito que eu queria
Triste vida de um kaingang,
Muito triste essa sina.




Não pensava que o minuano
Me traria para cá
Mas pra isso acontecer
Veja só o que eu fiz
Tive que estudar bastante, de uma forma excitante,
Pra no vestibular eu passar feliz.



Pra encerrar nossa conversa
Um pedido vou fazer
Amigos não se esqueçam
Do passado de vocês
Nem que chova canivete
Pra lhes furar o pensamento
Se segurem nestes tentos
Porque isso não passa de um pequeno
VENTO!
Autor:Derli Bento
TERRA ÍNDIGENA DA GUARITA R/S